Estado, Medicina e os médicos cubanos
A proposta do governo federal de trazer médicos estrangeiros para suprir carências em municípios do interior gerou uma gritaria entre os conselhos de medicina como há muito não se ouvia. Como sempre, a discussão pode se dar em diversas esferas: há o argumento técnico, de que esses profissionais não podem iniciar o trabalho automaticamente no país sem passar por um processo de validação de seus diplomas que certifique não se tratar de meros aventureiros, mas sim de médicos bem formados. Há uma camada política, já que a competência para regulamentar o mercado de trabalho médico seria do Conselho Federal de Medicina, e não poderia ser atravessada por uma decisão do Itamaraty ou do Ministério da Saúde. E sem dúvida alguma existe uma grande questão de mercado – assumindo ou não, a sensação de que uma enxurrada de profissionais no país poderia alterar a relação de oferta e demanda dos serviços e derrubar o salário dos médicos exerce um papel nada desprezível na resistência que os conselhos contrapõe ao governo.
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Angelina Jolie – saúde pública, medo e bioética
A decisão de Angelina Jolie, revelada nesta terça-feira, de realizar mastectomia radical bilateral preventiva – ou seja, retirar totalmente os dois seios mesmo sem ter câncer – envolve muito mais questões, desde saúde pública até bioética, do que se poderia esperar de mais uma notícia sobre o mundo do entretenimento.
Do ponto de vista da saúde pública, uma das primeiras perguntas que surge é se seria recomendável submeter todas as mulheres ao mesmo teste que ela fez.
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A complexa violência
“Um bom assassinato, um legítimo assassinato , um belo assassinato”. – declara o policial a repórteres – “Tão belo quanto era de se desejar”.
A frase faz parte da peça Anatomia Woyzeck, que fecha a trilogia da violência da Cia Razões Inversas. Nela, talvez até mais do que em Agreste ou Anatomia Frozen, vê-se como violência é um fenômeno complexo e que resiste a explicações simplistas.
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Laranja mecânica e a doença do crime
Em tempos de discussão sobre delinquência juvenil, vem bem a calhar a reestreia do clássico Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Em versão digitalmente restaurada, o filme mostra em cores mais vívidas do que nunca o futuro distópico de ultraviolência imaginado por Anthony Burgess em seu livro homônimo.
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Transexualidade, ciência e legislação
Ao decidir criar um sistema universal e integral de saúde os membros da assembleia constituinte não imaginavam as dificuldades que viriam pela frente – corria o ano de 1988, e provavelmente eles não imaginavam que vinte e cinco anos depois o Ministério da Saúde estaria envolvido numa polêmica sobre a realização de cirurgias de mudança de sexo. Mas esses debates são o preço a se pagar por garantir o acesso completo a algo tão subjetivo como saúde – num cenário de crescentes possibilidades tecnológicas alcançadas pela medicina, definir o que é estar saudável e oferecer todos os meios para se chegar lá torna-se uma tarefa cada vez mais complexa.
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Descubra se você é a favor da redução da maioridade penal
Mesmo se você já tem uma opinião, vale a pena pensar um pouco no assunto. (A não ser que você seja daqueles que não aceitam mudar de opinião – nesses casos, pensar é um.desperdício de energia).
A questão da redução da maioridade penal mobiliza debates acalorados na sociedade e tanto quem defende a redução como quem a critica tem inabalável certeza de estar certo. A intensidade da discussão se justifica na medida em que crimes cometidos por menores sempre trazem enorme desconforto, tanto quando se trata de uma criança como quando de um adolescente mais velho. No primeiro caso pela percepção da possibilidade do crime desde muito cedo, no segundo pela sensação de impunidade que a lei brasileira gera ao determinar a inimputabilidade de pessoas que, na prática, são adultas. Foi o caso do rapaz filmado cometendo um latrocínio três dias antes de completar dezoito anos.
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Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo
Dois de abril é oficialmente o Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo desde 2007, segundo a ONU. Em 2013, em atenção à data, duas iniciativas no Brasil merecem ser comentadas.
O Ministério da Saúde lança, dentro do programa da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, a primeira política de atendimento ao autista. O programa, que tem como objetivo “qualificar a atenção a saúde por meio da criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com deficiência”, vem lançando cartilhas que auxiliam os profissionais de saúde no diagnóstico e manejo de problemas que trazem diferentes deficiências, de surdez a síndrome de Down, por exemplo.
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