Psiquiatria e Sociedade

Mente, cérebro e gente

Breaking Bad – filosofia moral e psicopatia

with 4 comments

Já viu um professor de química do colegial, à beira da morte, que quase nunca acerta, desbancar um dos médicos mais famosos do mundo, que quase nunca erra? Pois é o que vem acontecendo nos últimos anos: o ator Bryan Cranston  faturou o prêmio de melhor ator batendo Hugh Laurie com seu Dr. House. Sim, estou falando de Breaking Bad, o seriado que conta a história do professor White, que descobre ter câncer inoperável no pulmão e teme deixar o filho deficiente físico e a esposa grávida desamparados. Coincidentemente, ele descobre que um ex-aluno trafica metaanfetaminas, e propõe-se a fabricar a droga para garantir o futuro da família.

A força do drama vem do fato de ele ser um homem bom, pacífico, verdadeiramente honesto mas que de repente se vê fazendo mais e mais coisas ruins em nome de um fim bom. É uma versão dramatizada do famoso dilema de Heinz: um homem tem a esposa com uma doença fatal, mas só tem metade do dinheiro para comprar a única droga que pode salvá-la; o farmacêutico, que inventou tal droga, cobra 10 vezes o custo mas recusa-se a vendê-la mais barato. Deve o homem roubar o dinheiro?

AVISO – o blog migrou para o portal do Estadão. CLIQUE  para ler a íntegra.

 

ResearchBlogging.org Bartels, D., & Pizarro, D. (2011). The mismeasure of morals: Antisocial personality traits predict utilitarian responses to moral dilemmas Cognition, 121 (1), 154-161 DOI: 10.1016/j.cognition.2011.05.010

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Written by Daniel M Barros

03/08/2011 às 10:46 PM

4 Respostas

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  1. Parabéns pelo post! A série é mesmo ótima e ainda aprendi sobre o Dilema de Heinz! \o/

    Georgea Alexandra

    03/08/2011 at 11:00 PM

  2. Concordo em gênero, número e grau. Muito bom o texto.

    Luiza

    04/08/2011 at 4:50 PM

  3. (Ainda) não assisti à série, mas parece muito interessante. Quanto a fazer o bem para um número maior de pessoas, depende de qual é o universo estudado — acho difícil que o mal causado pelo uso de meta-anfetamina por várias pessoas seja superado pelo bem causado pelo aporte financeiro para a mulher e o filho. Mas, se você considerar só a família dele, aí sim, ele está se sacrificando pelo bem dos outros dois. Levando em consideração que ele não ficaria muito tempo na cadeia, faz mesmo sentido.

  4. Assunto interessante,merece mais comentários.
    Não concordo com a expressão usada em relação ao têrmo: “Medico famoso que nunca erra”
    Embora ão tenha assistido ao filme,creio que as doenças terminais sejam verídicas .
    O que pode ser considerado surreal talvez seja as expressões “médicos que quase nunca erram”
    Na vida real já vi muitos médicos errarem em seus diagnósticos precoces.
    Mas na ficção e nos diferenciados concêitos de ciências, tudo é possível…..


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