Psiquiatria e Sociedade

Mente, cérebro e gente

Pelas costas do chefe – flexibilização do horário de trabalho e bem estar

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Sempre que você entra numa livraria sofre o ataque de uma onda de livros que pulam diante dos seus olhos, exibindo-se como “Livros Que, Se Você Tivesse Mais Vidas Para Viver, Certamente Leria De Boa Vontade”; “Livros Que Tem A Intenção De Ler Mas Antes Deve Ler Outros”; “Livros Caros Que Podem Esperar Para Ser Comprados Quando Forem Revendidos Pela Metade do Preço”; “Livros Que Todo Mundo Leu E É Como Se Você Também Os Tivesse Lido”; e assim por diante. Essa descrição perfeita, que figura na introdução do romance “Se um viajante numa noite de inverno”, do escritor Ítalo Calvino, é seguida por uma ainda melhor, do sujeito lendo o livro no meio do trabalho: “isso não lhe parece uma falta de respeito? De respeito, entenda bem, não para com o trabalho (ninguém pretende julgar seu rendimento profissional; vamos pressupor que suas tarefas sejam regularmente inseridas no sistema das atividades improdutivas que ocupam boa parte da economia nacional e mundial) mas para com o livro”.

Essa sensação de “ah, então não é só comigo” que temos diante dessas passagens, além de atestarem a fina capacidade de observação do escritor, mostram como o trabalho é mal organizado de forma geral. (…)

Leia a íntegra no Portal Estadão.

Escrito por Daniel M Barros

07/12/2011 às 3:08 PM

Publicado em Uncategorized

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